Planejamento, Negociação e Gestão de Mídia Online em alta

Postado por Josué Augusto em jul 11, 2009 na categoria Colunistas, Negócios na Web |

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Por que investir em Mídia Online?

O Mercado Publicitário na internet já foi uma das grandes premissas para as empresas fazerem testes e analisarem resultados. Hoje, com a experiência que conquistamos ao longo desta fase, ela conquistou a 2ª colocação entre as maiores mídias utilizadas pelas empresas em todo o mundo, ficando somente atrás da televisão. E sabemos que a Internet e Televisão farão um papel em conjunto muito importante que mudará totalmente a forma como fazemos hoje publicidade.

Abaixo mostrarei alguns números de como a internet tem evoluído e não pensa em parar:

Em julho do ano de 2008, o Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) contabilizou no Brasil 18,9 milhões de internautas domésticos no País. Este número sobe para 30 milhões, considerando-se também usuários de outros lugares, como empresas e Lan Houses.

Entre janeiro e outubro do ano de 2005, foram registrados investimentos de R$ 215 mi em publicidade online no país, 22,96% a mais do que o mesmo período em 2004 e desde esta época empresas investiam na internet como forma de propagação de suas marcas e serviços obtendo resultados nunca esperados por outras mídias. E apesar de ainda ser responsável por apenas 1,7% do bolo publicitário brasileiro (de um total de mais R$ 12 bi), foi a mídia que mais cresceu (contra 15,13% do restante do mercado).

A fatia de 1,7% dedicada à mídia online, definitivamente não faz sentido quando olhamos para o número de usuários no país e o tempo que passam conectados. Indica claramente uma discrepância e meu palpite é que esta discrepância vai começar a diminuir rapidamente e com grandes saltos. Não será um aumento gradual.

Outra pesquisa, realizada pelo Instituto Datanexus na Grande São Paulo, revela que nos domicílios sem Internet, 22% das pessoas vêem TV no horário nobre. Já em casas com acesso à Web, o percentual cai para 15%. “Isso significa que a Internet já concorre com a TV pela a atenção do espectador”, explica o publicitário José Maria Granado.

Em três anos, a maior parte dos investimentos publicitários deverá se concentrar em mídia online, prevê a presidente do Grupo de Planejamento e consultora estratégica, Marina Campos. Esta projeção já é realidade nos Estados Unidos, onde 75% do capital publicitário acumulam-se em mídia online e outros 25%, na mídia tradicional, de acordo com a presidente da consultoria.

No Brasil, a situação é outra. Esta onda ainda não chegou aqui mas está a caminho. Atualmente, a distribuição dos investimentos está em torno de 60% para mídia tradicional e 40% para online. Acredito que em três anos este cenário irá mudar. Os veículos tradicionais terão que dividir ainda mais o orçamento com a mídia online. A razão desta mudança de comportamento é simples. Por meio da mídia online é possível medir resultados com rapidez e precisão. Além de criar oportunidades de diálogo e de aproximação com o consumidor por meio dos comentários.

Como é feito a segmentação e retorno?

Os sites conseguem dimensionar com precisão variantes como número de visitantes, taxa de cliques e de conversão, pois softwares de gerenciamento rastreiam o caminho do internauta. É possível saber o momento que alguém entra no site, clica em uma campanha e se esta teve impacto suficiente para impulsionar a pessoa a comprar pela Internet. Entre os canais da mídia online estão sites, campanhas publicitárias, links patrocinados e hot-sites. Na Web é possível anunciar diretamente para segmentos específicos da sociedade. Em que outro meio é possível falar diretamente com atletas de baseball brasileiros, com maçons ou canhotos?

A ferramenta mais usada para se mensurar o retorno de anúncios online é a CTR (porcentagem de clique gerados). Mas na Agência Grife Mídia alertamos que é preciso ir além dos cliques. Depende do objetivo da campanha. No segmento de educação, por exemplo, não adianta considerar os cliques gerados pelo anúncio se o que interessa são as inscrições feitas diretamente no site.

O resultado depende também do número de impressões (vezes que o anúncio é exibido). De acordo com Alvares, diretor de Geral da Grife Mídia, esses resultados são medidos por meio de Adservers, softwares que contabilizam impressões e cliques e fornece relatórios e números.

O formato do anúncio, deve variar conforme o produto, o serviço e o objetivo. A escolha depende do planejamento estratégico, que vai desde o público-alvo até a experiência com outras campanhas. Os formatos mais comuns são Full Banner, Super Banner, Pop Up, Expandable Banner, Half Banner, Selo, Half Expandable e DHTML.

Boas perspectivas

A publicidade online cresce por conta da inovação do negócio. A possibilidade de interação com o usuário atrai o anunciante. A LocaWeb, por exemplo, reforçou sua campanha online com o concurso Copa LocaWeb, um campeonato de embaixadinhas online, no qual os participantes que atingirem as melhores pontuações ganham prêmios como MP3 players, pen driver, entre outros. A empresa, que hospeda sites e oferece soluções em Internet, registrou 20,8 mil cadastros em apenas uma semana.

As agências de publicidade, como a Agência Grife Mídia e empresas já identificou que a mídia online é forma mais eficaz de perceber os hábitos dos consumidores. O resultado disso não é apenas o aumento do número de anúncios, mas o surgimento de empresas que fazem pesquisas de perfis e geram relatórios com especificidades de determinados nichos.

No começo deste ano, o MSN Brasil e a Fiat encomendaram uma pesquisa para mensurar o retorno da campanha online sobre carros biocombustível (flex) da Fiat. Foram entrevistados 1,2 mil consumidores durantes dois meses de veiculação, entre abril e maio. O resultado foi que a Internet contribuiu para agregar confiabilidade e agilidade à marca, confirmando indícios de que o meio cria uma associação positiva. Foi detectado que a campanha aumentou a intenção de compra e atingiu o público-alvo do produto.

Conheça o Perfil do Internauta Brasileiro:

64,5 milhões internautas brasileiros (48% dos maiores de 16 anos).

Origem do acesso:

  • 28% em locais públicos de acesso pago;
  • 21% de computadores de amigos ou parentes;
  • 13% do ambiente de trabalho;
  • 10% a partir de faculdades e universidades.
  • 6% dos internautas utilizam dispositivos móveis (smartphones, celulares, PDAs e iPhones) para acessar a rede.
  • 55% dos internautas do Brasil já incluíram algum conteúdo na rede.
  • 26% dos internautas já publicaram opiniões na rede e 20% já efetuaram alguma reclamação online sobre produtos e serviços.

O Consumidor é um só e o planejamento de mídia deve ser preciso para atrair a atenção dele diante de tantas ofertas e concorrências.

Bem pessoal, espero ter ajudado com estas informações e estamos a disposição para qualquer esclarecimento sobre o assunto. Fiquem à vontade!

Um grande abraço

Josué Augusto
Chief Executive Office
Grife Mídia em  São Paulo/SP
www.grifemidia.com.br

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